Yayhia Khalil se pergunta como reconhecerá seus colegas do CICV, antes de lembrar-se de que será certamente reconhecido por eles, já que usa um emblema.
Yayhia é um representante do CICV que está trabalhando no Chade Oriental. Ele está em Birak, onde se empenha para coordenar, com outras organizações humanitárias, a entrega de suprimentos de ajuda emergencial para mais de 10.000 pessoas que cruzaram a fronteira após os recentes enfrentamentos ocorridos próximo às cidades de Seleia, Abu Suruj and Sirba. Dentro destas 10.000 pessoas estão incluídos os funcionários do CICV que também tiveram que abandonar a cidade onde um de seus companheiros foi morto.
Os residentes de Birak e das regiões ao redor deram mostras de grande generosidade ao acolherem e compartilharem abrigo, comida e água com os deslocados recém chegados.
“Nós devemos suprir as necessidades dos refugiados em comida, água, cobertores e outras necessidades básicas o mais rápido possível e devemos cuidar dos feridos até que o alto-comissariado da ONU responsável pela coordenação de ações internacionais para a proteção de refugiados (ACNUR), possa transferi-los para outro lugar”, explica Yayhia.
É por isto que as equipes do CICV estão trabalhando para instalar rapidamente o abastecimento de água e a distribuição de cobertores, sabões, baldes para carregar água e outros objetos essenciais.
Esta ajuda deve permitir que os refugiados – muitos deles mulheres e crianças – consigam lidar com as baixas temperaturas à noite, ter acesso a água potável e esperar pela transferência, que deve acontecer em pouco tempo, em condições razoavelmente higiênicas.
Além disso, alguns destes refugiados, que tiveram que caminhar por várias horas em busca de segurança, estão muito preocupados com o destino de seus familiares que permaneceram do outro lado da fronteira. Nos próximos dias, o CICV tentará juntar informações para possibilitar o restabelecimento de contato entre os recém chegados e os membros de suas famílias.
Yayhia finalmente conseguiu encontrar alguns dos seus colegas do CICV. Eles estão cansados e muito angustiados pela morte do colega e amigo, mas estão a salvo. No outro lado da fronteira, a equipe do CICV que trabalha no Sudão está fazendo o melhor para enviar uma equipe a Seleia o mais rápido possível, a fim de saber o que causou a trágica morte de um funcionário do CICV e para fazer um levantamento das necessidades dos civis.