22-04-2004 Publicação do CICV Para Servir e Proteger - Manual para Instrutores Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário para Forças Policiais e de Segurança none
Introdução ao Manual
Não teria sido possível escrever este Manual sem os esforços de algumas pessoas dedicadas. Gostaria, portanto, de agradecer a Bruno Doppler e, pôr meio dele, ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, por me confiarem esta desafiadora tarefa e responsabilidade, como também pelo apoio em sua execução. Louis Maresca foi o responsável pela condução de pesquisas inestimáveis sobre as Referências Selecionadas listadas no Apêndice III, que aumentam consideravelmente o valor deste Manual para seus futuros usuários. Os comentários proferidos pelas Divisões Jurídica, de Promoções e de Proteção do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) sobre uma versão anterior deste documento ajudaram a atualizar e ajustar o texto da versão final. Sou também grato à assistência secretarial prestada pela Divisão de Relações com Forças Armadas e de Segurança do CICV. Por fim, e certamente não menos importante, expresso minha sincera gratidão a Anne Gallagher. Mais de uma vez usei de sua proficiência legal e suas de habilidades editoriais. Ela não deixou, nenhuma vez, de atender minhas mais altas expectativas, e sabe o quanto prezo suas opiniões e sua contribuição neste trabalho. Genebra, Fevereiro de 1998 C. de Rover Prefácio O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é provavelmente mais conhecido por suas atividades de proteção humanitária e assistência em situações de conflito armado, e por seu esforço infatigável de promover o respeito ativo pelas regras do direito internacional humanitário junto aos integrantes das forças armadas. Este esforço do CICV em promover a adesão ao direito internacional humanitário concentra-se talvez, invariavelmente, junto aos integrantes das forças armadas no mundo todo. No entanto, o CICV está ciente de que a natureza das situações de conflito armado está mudando. A maioria delas, atualmente, caracteriza-se por ser não internacional (isto é, localiza-se dentro do território de um Estado). Grande parte dessas situações não são formalmente reconhecidas como conflitos armados não internacionais - aos quais se aplicariam certas regras de direito internacional humanitário . Entre os protagonistas dos conflitos atuais incluem-se freqüentemente integrantes de forças policiais e de segurança. Uma complicação ainda maior é o fato de que não há uma distinção absolutamente clara entre os serviços prestados tipicamente pelas forças armadas e aqueles tipicamente prestados pelas forças policiais e de segurança - com uma força prontamente assumindo a responsabilidade da outra. Situações atuais de violência armada são caracterizadas por um desprezo sistemático e em larga escala pelos princípios fundamentais de humanidade. O direito à vida, liberdade e segurança da população civil é freqüentemente desrespeitado, fazendo com que, conseqüentemente, muitas vítimas necessitem de proteção e assistência. O CICV reconhece que, para assegurar uma proteção e assistência adequadas às vítimas de situações de violência armada, é importante, mesmo essencial, concentrar-se nos integrantes das forças policiais e de segurança além dos integrantes das forças armadas. A melhor proteção que pode ser oferecida às vítimas (em potencial) de violência armada é assegurar o respeito aos princípios fundamentais de humanidade, na conduta e operações não apenas das forças armadas, mas também das forças policiais e de segurança. Esses princípios fundamentais de humanidade podem ser estabelecidos a partir do direito internacional humanitário e dos instrumentos internacionais de direitos humanos. Este Manual apresenta todos os princípios e normas relevantes do Direito Internacional Humanitário e do Direito Internacional dos Direitos Humanos e coloca-os dentro do contexto de situações operacionais, nas quais devem ser respeitados e postos em prática pelos integrantes das forças armadas, policiais e de segurança. Será utilizado pelo CICV nas atividades de difusão junto às forças armadas e de segurança. O Manual almeja, também, propiciar informações e apoio a todos aqueles envolvidos no desenvolvimento de estruturas e práticas de aplicação da lei que sejam profissionais, éticas e protetoras. Cornelio Sommaruga Presidente do CICV Genebra, fevereiro de 1998 Resumo do Conteúdo Tabela dos Conteúdos
Introdução ao Manual Lista de Abreviaturas ARCABOUÇO JURÍDICO Capítulo 1: Conceitos Básicos de Direito Internacional Capítulo 2: Direito Internacional dos Direitos Humanos Capítulo 3: Direito Internacional Humanitário PREMISSAS BÁSICAS dA APLICAÇÃO DA LEI Capítulo 4: Aplicação da Lei nos Estados Democráticos Capítulo 5: Conduta Ética e Legal na Aplicação da Lei RESPONSABILIDADES BÁSICAS nA APLICAÇÃO DA LEI Capítulo 6: Prevenção e Detecção do Crime Capítulo 7: Manutenção da Ordem Pública PODERES BÁSICOS NA APLICAÇÃO DA LEI Capítulo 8: Captura Capítulo 9: Detenção Capítulo 10: Uso da Força e de Armas de Fogo APLICAÇÃO DA LEI NO CASO DE GRUPOS VULNERÁVEIS Capítulo 11: Mulheres Capítulo 12: Crianças e Adolescentes Capítulo 13: Vítimas da Criminalidade e do Abuso de Poder Capítulo 14: Refugiados e Deslocados Internos COMANDO E GESTÃO Capítulo 15: Procedimentos de Supervisão e Revisão Capítulo 16: Investigação de Violações dos Direitos Humanos APÊNDICES Apêndice I: Transparências Apêndice II: Bibliografia Apêndice III: Referências Selecionadas Introdução ao Manual Quem pode utilizar o Manual? O Manual foi escrito tendo em mente os responsáveis pelo treinamento e formação dos integrantes das forças policiais e de segurança. Seu conteúdo deve torna-los capazes de: 1. preparar instruções teóricas sobre um ou mais tópicos contidos nos capítulos seguintes, de maneira a disseminar o conhecimento e entendimento dos direitos humanos e do direito internacional humanitário necessários para o desempenho adequado das funções dos encarregados da aplicação da lei de todas as patentes e níveis; 2. conceitualizar novas técnicas e táticas - e adaptar aquelas que já existem - de maneira a equipar os encarregados da aplicação da lei de todas as patentes e níveis com as técnicas necessárias para assegurar o desempenho adequado de suas funções. 3. subseqüentemente, incorporar princípios de direitos humanos e direito internacional humanitário nos currículos de treinamento já existentes ou criar novos currículos de treinamento, ambos em nível teórico (conhecimento/entendimento) e prático (técnicas/ aplicação) de maneira a assegurar a continuidade da formação e treinamento nesse campo. No entanto, o manual não foi elaborado exclusivamente com o objetivo de fornecer instruções teóricas aos integrantes das forças policiais e de segurança. Seu conteúdo pode vir a ser também válido e útil aos integrantes das forças armadas quando desempenharem funções de aplicação da lei (como, por exemplo, na manutenção da ordem pública). Os integrantes das forças armadas, bem como os integrantes das forças policiais e de segurança, podem vir a considerá-lo como um texto de referência útil. Como tal, também pode vir a ser de interesse a membros do Judiciário, a estudantes de direito internacional público com ênfase particular na aplicação da lei, ou a ativistas no campo dos direitos humanos e do direito internacional humanitário em geral. Como está organizado o Manual? Formato do Manual Índice do Capítulo: Perguntas-chave para a Aplicação da Lei: Princípios Fundamentais: Aplicação: Práticas Gerenciais: Pontos de Destaque do Capítulo: Perguntas para Estudo: - conhecimento; Referências selecionadas Apêndices Apêndice I: Transparências, agrupadas por capítulo Transparências para retroprojetores que fornecem suporte didático para instrutores, discutindo pontos-chave dos respectivos capítulos, por meio de texto ou gráficos. Apêndice II: Bibliografia Todos os documentos, livros, artigos e outras publicações usados na preparação deste Manual são listados na bibliografia. Apêndice III: Referências Selecionadas, conforme descrito acima. Notas de Rodapé |