A exposição oferece uma visão única e em primeira mão do que a guerra e a violência armada fazem com as vidas das pessoas – da triste solidão de uma senhora idosa desabrigada pela guerra entre a Geórgia e Rússia no ano passado à alegria de dois irmãos reunidos depois de terem sido separados pelo combate na República Democrática do Congo (RDC).
De acordo com o diretor de comunicações do CICV, Yves Daccord, as imagens retratam a realidade e a brutalidade do conflito armado, mas também mostram que mesmo nos momentos mais difíceis de desespero há esperança e orgulho. "Com frequência vemos uma imagem e automaticamente rotulamos o que vemos. Há uma tendência a pensar nas pessoas como simples 'vítimas' ou 'sofredoras', mas elas são todas seres humanos", diz. "A guerra e a violência podem nos tirar muitas coisas, mas há uma coisa duradoura e universal que todos compartilhamos: a dignidade humana. Por trás do sofrimento, sempre existe uma pessoa e é isso que encontramos nessa exposição".
Os cinco fotojornalistas, James Nachtwey, Ron Haviv, Chris Morris, Franco Pagetti e Antonin Kratochvil, todos da Agência VII, com sede em Nova York, viajaram para oito países, onde encontraram inúmeras famílias deslocadas, prisioneiros, crianças órfãs, cirurgiões de guerra, mães pobres e viúvas, voluntários com necessidades especiais, combatentes rebeldes, vítimas de estupro, conselheiros, parteiras e outras pessoas afetadas pelo conflito armado.
"Quando as pessoas sofrem, não quer dizer que elas não demonstrem dignidade. Quando as pessoas sentem medo, não quer dizer que lhes falte coragem. Quando as pessoas sentem dor, não quer dizer que não tenham esperança", disse Nachtwey. "O que quer que uma pessoa veja ou sinta quando olhar para uma foto do sofrimento humano – raiva, tristeza, descrença – o que acho que é essencial é tirar dessa imagem o sentido de compaixão".
Nos últimos cinco meses, Nachtwey viajou com o CICV para o Afeganistão e para a região afetada pelo conflito nas Filipinas, Mindanao Central. Enquanto isso, Haviv cobriu a RDC e o Haiti, Morris foi para a Libéria, Pagetti viajou para a Colômbia e para o Líbano, e Kratochvil fotografou a Geórgia na Europa Oriental. Nosso Mundo – Em Guerra é parte da campanha Nosso mundo. Sua ação. do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que visa a destacar os maiores desafios humanitários e como as pessoas têm o poder de fazer a diferença. Para mais informações, visite: www.ourworld-yourmove.org
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