Haiti: Cruz Vermelha ajuda a resgatar Darlene
28-01-2010 Reportagem
Jude Celoge, 25 anos, é chefe da equipe da Cruz Vermelha Haitiana em Martissant. Junto com outros voluntários, ele foi um dos primeiros profissionais de resgate no local quando Darlene Etienne foi encontrada viva depois de 15 dias soterrada sob os escombros.
" Por volta das 15h na quarta-feira, eu estava trabalhando no posto de primeiros socorros quando recebi um telefonema do líder da equipe, que estava em Place Jeremy em Martissant. Ele me disse:'Jude, você precisa vir para Carrefour Feuille imediatamente. Tem uma jovem de 16 anos sob escombros que ainda está viva'. Cheguei lá em cinco minutos.
Os moradores locais tinham martelos, serrotes, cinzéis e pás. Um profissional de resgate da Cruz Vermelha se arrastou para dentro de um buraco e falou com a menina, que disse que se chamava Darlene Etienne. Ela disse que está no banho quando aconteceu o terremoto. Darlene nos deu imediatamente um número para ligar para sua família. Liguei e uma menina atendeu. Ela confirmou que Darlene estava no banho e que era sua prima. Ela pensou que Darlene estivesse morta.
As pessoas vibravam e gritavam 'Viva a Cruz Vermelha!'
Imediatamente, entrei em contato com o CICV. Meus colegas estiveram dentro do buraco e viram sua mão. Removeram os blocos de concreto e isolaram a área, para proteger contra os transeuntes. Muitos jornalistas apareceram. Depois uma equipe de resgate francesa chegou e, por fim, Darlene foi retirada com vida. Ela estava nua, então a cobrimos e lhe demos oxigênio. De pois, ela foi evacuada em uma de nossas ambulâncias.
Minha equipe e eu fizemos nosso trabalho e as pessoas nos ajudaram. Os moradores locais confiavam em nós, por isso entraram em contato conosco primeiro. Quando Darlene foi levada para a ambulância, as pessoas vibravam e gritavam'Viva a Cruz Vermelha!'.
Quando a vi sair do buraco com vida e consciência, disse a mim mesmo que era um milagre, que Deus a tinha protegido. Foi mais do que um milagre, foi maravilhoso. Enquanto ela era levada para a ambulância, eu me perguntava se era um sonho. "

