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Terremoto no Haiti: jovens e idosos fazem fila para telefonar para seus entes queridos

21-01-2010 Reportagem

Poucas horas depois de um novo tremor ter sacudido e acordado milhares de vítimas do terremoto em Porto Príncipe na manhã de quarta-feira, as pessoas faziam fila para ligar para seus entes queridos através dos telefones via satélite fornecidos pelo CICV.

 
     
   
     
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    Entrevista com Robert Zimmerman, CICV, sobre o que a organização está fazendo para ajudar a restabelecer os laços familiares desfeitos pelo terremoto.    
   
     
©ICRC/M. Kokic/ht-e-00459      
   
    Meike Groen, da Cruz Vermelha Holandesa, ajuda as pessoas a usarem um telefone via satélite para informarem a parentes que elas estão vivas.      
        Na tentativa de chegar às pessoas que ainda não conheçam o serviço de busca da Cruz Vermelha, uma unidade móvel de busca com especialistas do CICV e voluntários da Cruz Vermelha Haitiana circula pela cidade devastada, primeiro em Canapé Vert e no fim do dia para a Institution St. Louis de Gonzague, onde mais de cinco mil deslocados se aglomeram. Em Canapé Vert, mais de duas mil pessoas vivem em um campo miserável localizado no meio de um trevo rodoviário. " Dezenas de pessoas ainda não tiveram a oportunidade de falar com s eus parentes desde o terremoto " , disse Meike Groen, delegada de busca da Cruz Vermelha Holandesa que trabalha para o CICV.

Jovens e idosos fazem fila sob uma coberta onde famílias inteiras já estão sentadas. Alguns optam por uma ligação de dois minutos. Outros dão seus nomes e endereços para o CICV publicar em uma página a qual parentes à procura de notícias podem consultar. Marie Simon, 61, perdeu tudo há nove dias, inclusive o marido. Ela mora perto, em um pedaço de papelão, sem nem mesmo um lençol sob sua cabeça para protegê-la do sil. " Quero ir embora " , diz a seu filho, que está em Santo Domingo, na República Dominicana, " Por favor, diga-me o que fazer! " .

Catherine, 26, também acampa na praça. Ela estudava relações públicas antes do sismo. Sua casa e sua escola foram destruídas na semana passada. Ela tem um celular, mas não pode pagar a taxa que jovens empreendedores estão cobrando para recarregá-lo. Ela liga para um amigo em Miami, nos Estados Unidos, e devolve o telefone. " Merci " , diz, simplesmente com um lindo sorriso no rosto.