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Costa do Marfim/Libéria: crianças reencontram a família

17-01-2012 Galeria de fotos

A Libéria ainda abriga cerca de 100 mil refugiados da Costa do Marfim que fugiram da violência após as eleições em dezembro de 2010. Conforme a situação neste país vai estabilizando, as pessoas vão gradativamente regressando às suas casas. O delegado de comunicação do CICV, Noora Kero, viajou da Libéria à Costa do Marfim com sete crianças refugiadas que estavam a caminho do reencontro com suas famílias. As crianças separaram-se dos seus pais quando fugiram para a Libéria. O CICV e a Cruz Vermelha da Libéria registraram quase 600 crianças e jovens, buscando o paradeiro dos seus parentes na Costa do Marfim. Agora, eles estão sendo levados de volta para casa. Nosso diário fotográfico acompanha a viagem emocionante de Céléstine e Mohammed de um campo de refugiados da Libéria à sua aldeia na Costa do Marfim.

  • Timo Luege é um dos delegados do CICV que registra, no campo, as crianças que estão separadas dos seus pais.
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 14 de dezembro de 2011. Timo Luege é um dos delegados do CICV que registra, no campo, as crianças que estão separadas dos seus pais.
      © CICV / N. Kero / v-p-lr-e-00532

    Em meados de dezembro de 2011, o número cresceu para 103. Cada vez que Timo visita o campo, as crianças querem segurar sua mão e segui-lo a toda parte.

  • Céléstine, 17, e Mohammed, 7, perderam-se dos seus pais quando sua aldeia na Costa do Marfim foi atacada. Eles conseguiram chegar até um campo de refugiados na Libéria onde ficaram por seis meses.  A Rede de Busca da Cruz Vermelha encontrou suas famílias e, com a concordância das crianças e dos pais, o CICV levou os dois de volta para casa.
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 14 de dezembro de 2011. Céléstine, 17, e Mohammed, 7, perderam-se dos seus pais quando sua aldeia na Costa do Marfim foi atacada.
      © CICV / N. Kero

    Eles conseguiram chegar até um campo de refugiados na Libéria onde ficaram por seis meses. A Rede de Busca da Cruz Vermelha encontrou suas famílias e, com a concordância das crianças e dos pais, o CICV levou os dois de volta para casa.

  •  Henriette concordou em tomar conta das crianças, no campo de refugiados, após fugir da Costa do Marfim com suas cinco crianças.
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 14 de dezembro de 2011. Henriette concordou em tomar conta das crianças, no campo de refugiados, após fugir da Costa do Marfim com suas cinco crianças.
      © CICV / N. Kero

    Depois de mais de seis meses no campo, ela ainda não tem notícias do seu marido. Céléstine me conta como eles são gratos a ela por cuidarem deles. Ela sente que Henriette é como sua mãe; “até se parece com minha mãe”, afirma.

  • Henriette ficou muito apegada a Céléstine e Mohammed e ficará triste com a partida deles amanhã.
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 14 de dezembro de 2011. Henriette ficou muito apegada a Céléstine e Mohammed e ficará triste com a partida deles amanhã.
      © CICV / T. Luege

    A mãe de Céléstine faleceu e a de Mohammed partiu com um novo marido quando o garoto tinha três anos. “Como mulher, você toma conta de qualquer criança como se fossem suas”, afirma ela.

  • Alphonse é um refugiado que está de volta a casa da Costa do Marfim. Ele tornou-se um voluntário da Cruz Vermelha e trabalha no serviço de busca da Cruz Vermelha no campo de refugiados de Bahn.
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 14 de dezembro de 2011. Alphonse, também um refugiado, é vizinho de Céléstine, Mohammed e Henriette no campo.
      © CICV / N. Kero

    Alphonse é um refugiado que está de volta a casa da Costa do Marfim. Ele tornou-se um voluntário da Cruz Vermelha e trabalha no serviço de busca da Cruz Vermelha no campo de refugiados de Bahn que facilita as chamadas telefônicas dos refugiados para suas famílias, recolhe as mensagens Cruz Vermelha e ajuda o CICV a registrar as crianças. Alphonse tem a grande vantagem de falar o idioma local, podendo atuar como intérprete entre a equipe do CICV e os refugiados que não falam francês nem inglês.

  • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 15 de dezembro de 2011. A família, amigos e vizinhos da Henriette ajudam a carregar a bagagem das crianças no Land Cruiser (carro).
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 15 de dezembro de 2011. A família, amigos e vizinhos da Henriette ajudam a carregar a bagagem das crianças no Land Cruiser (carro).
      © CICV / N. Kero / v-p-lr-e-00535

    Na noite passada, o cabelo de Céléstine foi trançado. Henriette e todas as crianças fizeram juntas uma refeição com arroz. O CICV forneceu os documentos de viagem e alguns itens básicos para a viagem da Libéria à Costa do Marfim.

  • Henriette e Céléstine derramaram lágrimas enquanto Henriette sussurrava algo no ouvido da Céléstine, despedindo-se com emoção.
    • Campo de refugiados de Bahn, sudeste da Libéria. 15 de dezembro de 2011. Henriette e Céléstine derramaram lágrimas enquanto Henriette sussurrava algo no ouvido da Céléstine, despedindo-se com emoção.
      © CICV / N. Kero

    Mohammed está parado ao lado da pessoa que o cuidou no campo, parecendo confuso. Como Henriette vem originalmente de outra aldeia na Costa do Marfim, ela talvez nunca mais veja “suas” crianças outra vez.

  • Libéria/Costa do Marfim. 15 de dezembro de 2011. Céléstine e Mohammed estão sentados sem se moverem na viagem de Land Cruiser (carro) até a sua aldeia.
    • Libéria/Costa do Marfim. 15 de dezembro de 2011. Céléstine e Mohammed estão sentados sem se moverem na viagem de Land Cruiser (carro) até a sua aldeia.
      © CICV / B. Deméocq
    Poucas palavras são trocadas e é difícil imaginar o que eles estejam pensando. Na última vez que viram suas casas, elas haviam sido saqueadas. Alguns quilômetros antes da aldeia, eles começaram a reconhecer os arredores. Seis horas depois que partiram de Bahn, as crianças começam a se agitar.
  • Dohouba, Costa do Marfim. 15 de dezembro de 2011. Toda a aldeia apareceu para receber as crianças, com cantos, danças e aplausos.
    • Dohouba, Costa do Marfim. 15 de dezembro de 2011. Toda a aldeia apareceu para receber as crianças, com cantos, danças e aplausos.
      © CICV / B. Deméocq

    O pai de Céléstine dá um forte abraço na sua filha e no neto, seguido por uma tia, outros parentes e os moradores da aldeia.

  • Na manhã seguinte, regressamos à aldeia para visitar as crianças e assegurar que está tudo bem.
    • Dohouba, Costa do Marfim. 16 de dezembro de 2011. Na manhã seguinte, regressamos à aldeia para visitar as crianças e assegurar que está tudo bem.
      © CICV / B. Deméocq / v-p-ci-e-00251

    Mohammed parecia confuso no dia anterior, mas agora está relaxado e risonho, feliz de estar de volta com sua família na casa que mora com Céléstine e o pai. Pedimos que toda a família posasse para uma última foto, desejando-lhes tudo de bom. A euipe do CICV que trabalha na Costa do Marfim visitará a família uma vez por mês para verificar se as crianças estão se adaptando bem.


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Seções relacionadas

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  • Crianças
  • O CICV na Libéria
  • Pessoas refugiadas e deslocadas

Veja também:

  • Costa do Marfim: crianças perdidas voltam para casa

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Última atualização: 23-01-12