Gaza: um milhão e meio de pessoas encurraladas em desespero
30-06-2009 Relatório
Depois de seis meses do início da operação militar israelense em Gaza, no dia 27 de dezembro de 2008, que durou três semanas, os habitantes de Gaza ainda não conseguem refazer suas vidas. Muitas pessoas passam por dificuldades extremas para viver de suas rendas. Pacientes gravemente doentes tropeçam nas travas para receber o tratamento que necessitam. Muitas crianças sofrem de profundos problemas psicológicos. Os civis, cujas moradias e pertences foram destruídos durante o conflito, não conseguem se recuperar.
- Novo vídeo do CICV - Gaza: paying the price (descarregue e peça on-line).
- Comunicado de imprensa, 29.06.09
Durante os 22 dias da operação militar israelense, não havia um lugar seguro para os civis em Gaza. Os hospitais não davam vazão ao número de feridos, dentre os quais estavam crianças pequenas, mulheres e idosos. O pessoal de saúde demonstrou uma força e uma determinação incríveis, trabalhou dia e noite para salvar vidas em circunstâncias extremamente difíceis. Enquanto isso, os ataques diários com fogue tes lançados de Gaza punham em risco os moradores do sul de Israel. Em Israel, as equipes de saúde prestaram assistência à população traumatizada, além de cuidarem e evacuarem os feridos.
Em Gaza, muitas pessoas sofreram com a perda de um filho, um pai, um parente ou um amigo. A operação militar de Israel deixou milhares de moradias total ou parcialmente destruídas. Bairros inteiros foram reduzidos a escombros. Os bombardeios causaram danos em escolas, jardins de infância, hospitai s, quartéis de bombeiros e ambulâncias.
A pequena faixa costeira está isolada do mundo. Antes mesmo das recentes hostilidades, as severas restrições que as autoridades israelenses impuseram ao trânsito de pessoas e bens, sobretudo desde outubro de 2007, levaram a um aumento da pobreza, a um aumento no índice de desemprego e à ruína dos serviços públicos, como a assistência médica e os serviços de água e saneamento. A cooperação insuficiente entre a Autoridade Palestina em Ramalah e a administração do Hamas, em Gaza, também atingiu a prestação de serviços essenciais. Como resultado disso, quando as hostilidades se intensificaram no final de dezembro, a população de Gaza já sofria uma crise importante que afetava todos os aspectos da vida diária.
Seis meses depois, as restrições para a importação impedem a população de Gaza de retomar uma vida normal. As quantidades de bens que agora entram em Gaza são muito inferiores ao que a população precisa para satisfazer suas necessidades. Em maio de 2009, apenas 2.662 cargas de caminhão entraram em Gaza, uma queda de quase 80 % com relação as 11.392 cargas de caminhão autorizadas durante o mês de abril de 2007, antes de o Hamas tomar o poder no território.
A não ser que seja permitida a entrada no território de consideráveis quantidades de cimento, aço e outros materiais necessários para a reconstrução, os bairros de Gaza mais afetados pelos ataques israelenses continuarão parecendo o epicentro de um grande terremoto. Até que isso aconteça, milhares de famílias que perderam tudo estarão obrigadas a viver com seus familiares em condições escassas. Outros continuarão vivendo em barracas, uma vez que não têm aonde ir.
As obras de consertos de emergência realizadas depois da operação militar facilitaram o restabelecimento dos serviços de água e saneamento, mas só foi possível restabelecê-los até o insatisfatório nível que tinham antes de dezembro de 2008. A infraestrutura está sobrecarregada e sofre colapsos. Ainda que se empregue o cloro para desinfetar a água, o risco de infiltração de águas residuais e outros tipos de matéria fecal na rede de abastecimento de água é uma grande ameaça para a saúde pública.
A cada dia, 69 milhões de litros de águas residuais parcialmente tratadas ou sem tratamento - o equivalente a 28 piscinas olímpicas - são bombeadas diretamente no Mediterrâneo, porque não podem ser devidamente tratadas.
Milhares de lares só têm acesso à água potável durante certos dias. Como a rede de abastecimento de água não pode ser devidamente mantida, há vazamentos de água, o que dificulta a conservação de pressão suficiente. Mesmo quando há água nos canos, muitos lares não têm energia suficiente para bombeá-la até as caixas d'água sobre o telhado.
Quando os poços municipais de Gaza para o abastecimento de água entram em colapso, não há água corrente nas torneiras de dezenas de milhares de pessoas. Isso acontece com freqüência porque o fornecimento de novos canos de água, reposição peças de elétricas, bombas de água e transformadores é insuficiente.
Algumas vezes, o CICV encontra uma maneira de consertar a infraestrutura sem ter que depender das importações. Por exemplo, usando material reciclado (incluindo os canos de água usados e pedaços de cimento do antigo muro da fronteira de Rafah, destruído em janeiro de 2008) para realizar obras de melhorias em uma usina de tratame nto de águas residuais que atende as necessidades de 175 mil pessoas em Rafah.
No entanto, isso apenas não é suficiente. São necessários outros consertos e projetos de reconstrução para prevenir que o sistema de abastecimento de água continue se deteriorando; são necessárias obras de manutenção básica para deter a contínua deterioração do sistema de água e saneamento em toda a Faixa de Gaza. O possível colapso dos serviços de água e saneamento a qualquer momento faz rondar o fantasma de uma grande crise na saúde pública.
A única maneira de resolver esta crise é levantando as restrições de importação de peças de reposição, de canos de água e material de construção, como cimento e aço, para poderem reconstruir as moradias e manterem e melhorarem a infraestrutura vital para a população.
Do'aa, 26 anos, Cidade de Gaza. Desde janeiro de 2009 espera que lhe deem a autorização para transitar por Israel e ser operada na Jordânia.
O sistema de assistência médica de Gaza não pode prestar o tratamento que necessitam muitos pacientes que padecem graves doenças. Infelizmente, vários deles não têm autorização para sair da Faixa a tempo para conseguir assistência médica em outro lugar. Os problemas de saúde em Gaza são quase sempre politizados e os pacientes estão encurralados em um labirinto burocrático. Os procedimentos para solicitar a autorização para sair do território são complicados e envolvem tanto as autoridades palestinas como israelenses. Às vezes, os pacientes gravemente doentes têm que esperar meses para as autoridades pertinentes autorizarem sua saída da Faixa de Gaza.
Mesmo quando os pacientes conseguem as autorizações necessárias para sair, a travessia pelo ponto de cruzamento de Erez a Israel pode ser árdua. É necessário retirar os pacientes que dependente de aparelhos de apoio vital das ambulâncias e carregá-los em macas por 60 a 80 metros pela travessia até as ambulâncias que os esperam do outro lado. Os pacientes que podem caminhar sem ajuda podem ter que enfrentar longos interrogatórios, antes de terem a permissão de passar pelo cruzamento para receber o tr atamento médico ou, como acontece algumas vezes, antes de negarem sua entrada em Israel e terem que voltar.
A escassez de medicamentos básicos é um problema constante para os hospitais e clínicas de saúde de Gaza. Dependem de que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina na Cisjordânia forneça remédios nos quais possam confiar e que sejam oportuno, mas, quase sempre, a cadeia de fornecimento é interrompida. A cooperação entre as autoridades de saúde na Cisjordânia e em Gaza é difícil. Os procedimentos complexos e longos que Israel impõe para as importações também impedem um fornecimento seguro dos remédios mais básicos, como analgésicos e reveladores de placas de raios X. Como consequência disso, alguns pacientes, incluindo as pessoas que sofrem de câncer ou deficiência renal, nem sempre conseguem os remédios essenciais que necessitam.
Majdia Jouda, chefe do Departamento de Neonatologia no hospital Al Shifa
Estima-se que 100 a 150 pessoas que perderam membros na recente operação militar aguardam que coloquem membros artificiais. O Centro Ortopédico para Próteses e Poliomielite, que recebe apoio do CICV, é o único centro de reabilitação física em Gaza que pode oferecer a reabilitação adequada e os aparelhos ortopédicos sob medida feitos por profissionais. Dado que é o único centro de colocação de próteses na Faixa de Gaza, o Centro tem que atender o total da demanda de próteses. No entanto, a importação de material e componentes para as próteses ainda implica um processo longo e complicado.
Os hospitais de Gaza carecem do necessário. A maior parte dos equipamentos não funciona bem e precisa de consertos. Os complicados procedimentos para se conseguir a autorização para importar peças de reposição são travas e requerem muito tempo para manter e fazer com que o entre o equipamento hospitalar, como scanner de imagens para a tomografia computadorizada e peças de reposição e, inclusive, para as máquinas de lavar roupas dos hospitais. O CICV teve que esperar até seis meses para poder importar equipamento médico para uma sala de cirurgia, como fixadores externos ortopédicos.
Os cortes diários de eletricidade e as flutuações do fornecimento de energia continuam causando danos ao equipamento médico. A maioria dos hospitais tem que depender de geradores de apoio durante várias horas por dia, mas nunca há segurança de que haverá combustível suficiente para funcionarem.
Deve-se permitir que os pacientes gravemente doentes cruzem rápido e com segurança para saírem da Faixa de Gaza e poderem ter acesso à assistência médica especializada que não conseguem ter no território. Deve-se permitir que artigos médicos essenciais como remédios, artigos descartáveis e peças de reposição entrem na Franja de Gaza o quanto antes e em quantidades suficientes para garantirem a prestação de serviços essenciais de saúde para a população.
Uma das consequências mais graves do fechamento é um aumento no desemprego, que chegou a 44 % em abril de 2009, segundo a Câmara de Comercio de Gaza. As restrições para as importações e exportações de bens, impostas desde junho de 2007, causaram o fechamento de 96 % das atividades industriais em Gaza, com a consequente perda de cerca de 70 mil postos de trabalho. Isso também tem graves consequências na capacidade de exportação de produtos a Israel e à Cisjordânia, que é quase impossível.
Os túneis na fronteira entre Egito e Gaza não são uma rota alternativa para o desenvolvimento econômico e não garantem um fornecimento suficiente de bens a preços acessíveis para a população.
A queda da economia em Gaza ocasionou um aumento considerável na pobreza. Uma pesquisa realizada pelo CICV nos lares, em maio de 2008, mostrou que, inclusive nesse período, mais de 70 % da população de Gaza vivia na pobreza, com renda mensal inferior a 250 dólares por família integrada por um número de sete a nove membros (1 dólar diário por cada membro do lar, excluído o valor da assistência humanitária que podem receber). Até 40 % das famílias de Gaza é muito pobre, com renda mensal inferior a 120 dólares (0,5 dólar diário por cada membro do lar). Em média, cada pessoa que trabalha, seja como empregado assalariado ou por conta própria, tem de apoiar economicamente seus familiares próximos, umas seis ou sete pessoas e alguns outros membros da família.
Esse aumento da pobreza tem graves consequências na alimentação da população. Muitas famílias tiveram que reduzir os gastos do lar aos níveis mínimos para viver. Em geral, as pessoas têm um aporte necessário de calorias, mas só algumas podem pagar por uma nutrição saudável e balanceada. Com frequência, as famílias pobres substituem frutas, verduras, carne e peixe por alternativas baratas, como cereais, açúcar e óleo. Para dezenas de milhares de crianças, isso resulta em carência de ferro, vitaminas A e D. As consequências prováveis incluem um atraso no crescimento ósseo e dental, dificuldades para combater infecções, cansaço e capacidade de aprendizado reduzida.
A maioria das pessoas muito pobres já esgotou seus recursos para enfrentar a situação. A muitas pessoas já não lhes resta nada de suas economias. Já venderam seus pertences como jóias e móveis e começaram a vender seus bens produtivos, como animais de granja, terrenos, barcos de pesca ou veículos que utilizavam como táxis. Já não podem reduzir os gastos com alimentos. A longo prazo, a queda no nível de vida afetará a saúde e o bem-estar da população. Provavelmente, os mais afetados serão as crianças, que constituem mais da metade da população de Gaza.
A alarmante pobreza de Gaza está relacionada diretamente com o fechamento estrito imposto sobre o território. Deve-se permitir que a indústria local e demais atividades econômicas possam se recuperar, importar materiais essenciais e exportar seus produtos. Mas, até mesmo isso levará tempo. A crise chegou a ser tão grave e arraigada que mesmo se abrissem amanhã todos os pontos de cruzamento, levaria anos para a economia se recuperar.
O fechamento também afetou muito as famílias de agricultores, que corresponde a mais de um quarto da população de Gaza. As exportações de morangos, tomates cereja e flores cortadas eram uma importante fonte de renda. Estão praticamente suspendidas. Muitos agricultores viram sua renda reduzida à metade, pois é difícil para eles venderem toda sua colheita em Gaza. Ainda que pudessem fazê-lo, o preço que obtêm é apenas uma fração do que ganhariam normalmente com as exportações a Israel e à Europa.
Durante a última operação militar, o exército israelense arrancou milhares de árvores pela raiz em pomares de limão, olivas e palmas, incluindo os localizados mais ao interior da Faixa Gaza. O exército também destruiu sistemas de irrigação, poços e estufas.
Na verdade, a muitos agricultores foi negado o acesso a partes de seus ter renos devido à imposição por parte de Israel da zona " proibida " no lado de Gaza próximo à barreira da fronteira com Israel. Pelo menos 30 % da superfície agrícola em Gaza está localizada nesta zona neutra, cuja extensão pode chegar a um quilômetro da barreira. Um agricultor nunca saberá com certeza se é seguro trabalhar sua terra ou colher nessa zona. Os agricultores correm o risco de que lhes disparem enquanto estão lavrando seu terreno e as incursões do exército costumam destruir os campos e parte da colheita.
Conseguir o aumento e a retomada da produção agrícola é difícil não só pela destruição ocorrida no lugar, mas também porque Israel não permite a importação de fertilizantes adequados e porque muitos tipos de sementes estão em falta ou não se conseguem obtê-las em Gaza.
A pesca também foi afetada gravemente pelas restrições impostas por Israel ao trânsito. Em janeiro, a zona marítima na qual Israel permite a pesca foi reduzida de seis a três milhas náuticas, desde a costa de Gaza, o que reduziu a produção da pesca e, portanto, a disponibilidade deste alimento com alto conteúdo protéico. Os peixes grandes e sardinhas, que correspondiam a 70% da produção antes de 2007, se encontram principalmente fora da zona de três milhas náuticas.
Devem ser tomadas medidas urgentes para permitir aos agricultores a retomada de suas atividades agrícolas em condições de segurança. Devem permitir que fertilizantes, peças de reposição para o maquinário, chapas de plástico para as estufas e forragem entrem na Faixa de Gaza, em quantidades que garantam a venda a preços acessíveis para os agricultores. Ao mesmo tempo, devem permitir aos agricultores a retomada das exportações de seus produtos para que possam ganhar sua vida devidamente. As restrições impostas para a pesca devem ser levantadas.
Ibrahim Abu Sobeih, 24 anos, cidade de Gaza: recebeu uma bolsa de estudos da Universidade Clarion, Pensilvânia, mas não teve a permissão de transitar por Israel para ir até lá. Agora, está trabalhando para uma ONG local.
A população em Gaza está isolada. Israel fechou os pontos de cruzamento e a população de Gaza tem poucas oportunidades para entrar em contato com familiares no exterior ou para continuar sua educação ou formação profissional. As restrições para a entrada e a saída da Faixa de Gaza também afetam o pessoal palestino de organizações internacionais como o CICV. A situação piora, à medida que raramente se pode utilizar o ponto de cruzamento com o Egito, em Rafah.
As consequências do fechamento são particularmente vistas no aspecto emocional entre as famílias cujos parentes estão encarcerados em Israel. Em junho de 2007, Israel suspendeu as visitas que, com o apoio do CICV, cerca de 900 famílias de Gaza faziam a seus parentes detidos. Como consequência disso, muitas crianças perderam o vínculo que ainda tinham com um pai ou irmão detidos. Devem permitir a estas famílias retomarem as visitas a seus parentes detidos em Israel.
Com frequência, os estudantes universitários com bolsas de estudos não têm autorização para estudar no exterior. No enclave costeiro, existem poucas alternativas de continuar a educação para os que não podem sair. Costuma-se impedir que professores universitários, professores e profissionais da saúde participem de cursos de formação e seminários no exterior, com os quais poderiam melhorar seus conhecimentos e prática.
Durante os dois últimos anos, por causa do conflito e particularmente como consequência direta do fechamento dos pontos de cruzamento, um milhão e meio de palestinos que viv em na Faixa de Gaza está encurralado em um ciclo interminável de pobreza e desespero.
Mais uma vez, o CICV faz um apelo para que, como primeira e mais urgente medida, as restrições impostas ao trânsito de pessoas e bens sejam levantadas, de modo a pôr um fim ao isolamento de Gaza e permitir que a população retome uma vida normal.
De pouco servirão os quase 4.5 bilhões de dólares para a reconstrução prometidos pelos países doadores em uma reunião internacional realizada no Egito, no mês de março de 2009, se os materiais de construção e outros artigos essenciais não podem ser importados para a Faixa de Gaza.
De qualquer forma, a simples reconstrução não será suficiente para que Gaza se recupere de maneira sustentável. Seria inaceitável voltar à situação de antes da última operação militar, porque simplesmente faria perpetuar o sofrimento em Gaza.
Para uma solução duradoura, são necessárias mudanças fundamentais na política israelense, como a autorização de importações e exportações em Gaza, o aumento do fluxo de bens e pessoas até o nível registrado em maio de 2007, a autorização para os agricultores, a fim de que tenham acesso a seus terrenos na zona neutra imposta de fato e o restabelecimento do acesso dos pescadores a águas mais profundas.
A ação humanitária não pode substituir medidas políticas confiáveis, necessárias para a realização dessas mudanças. Somente mediante um eficaz processo político, com a participação de todos os Estados, as autoridades políticas e os pertinentes grupos armados organizados, se poderá enfrentar o sofrimento em Gaza e restabelecer uma vida digna para sua população.
De outro modo, a miséria será pior a cada dia.
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Atividades do CICV em Gaza
O CICV mantém uma presença permanente na Faixa de Gaza desde 1968. Atualmente, conta com 109 funcionários, dos quais 19 são internacionais.
O pessoal do CICV permaneceu em Gaza durante a operação militar israelense, lançada no dia 27 de dezembro de 2008. Em cooperação com o Crescente Vermelho palestina, evacuou centenas de pessoas, algumas delas gravemente feridas nos combates. Além disso, forneceu medicamentos e artigos vitais aos hospitais; cirurgiões de guerra do CICV ajudaram a realizar intervenções cirúrgicas no hospital Al Shifa de Gaza.
Em colaboração com as autoridades locais, o CICV também realizou obras de conserto de emergência nas linhas de fornecimento elétrico e encanamentos de abastecimento de água.
Depois da operação militar, o CICV e o Crescente Vermelho palestino distribuíram socorros como chapas de plástico, baterias de cozinha, colchões, cobertores e kits de higiene pessoal entre mais de 72 mil habitantes de Gaza cujas casas haviam sido total ou parcialmente destruídas. Os delegados do CICV também recolheram informações sobre se Israel e grupos palestinos conduziram as hostilidades em conformidade com o direito internacional humanitário. As conclusões do CICV estão em debate bilateral com as autoridades pertinentes.
Atualmente, o CICV fornece medicamentos e outros artigos médicos, equipamentos e peças de reposição e ajuda a manter e consertar ambulâncias para oito hospitais. Além disso, o CICV coloca próteses nos amputados e lhes presta serviços de fisioterapia. A organização ajuda a melhorar os serviços de água e saneamento e a manter a rede de abastecimento de água. Apoia os agricultores e outras pessoas necessitadas, mediante a realização de vários programas de reabilitação de terrenos, produção de adubo e "dinheiro por trabalho".
O CICV continua visitando os detidos na Faixa de Gaza e promovendo o conhecimento e o respeito ao direito internacional humanitário entre as autoridades e portadores de armas.

