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14-04-2004    
Armamentos e saúde: introdução
As armas são ruins para a saúde das pessoas. A afirmação é tão frívola quanto óbvia, mas mesmo assim os profissionais de saúde têm sido lentos em reconhecer que os efeitos das armas constituem, em si, um problema sanitário. Esses efeitos são tão sérios que podemos afirmar que eles constituem um problema de saúde mundial, em si.


Ref. NI-N-00026-28A
As armas são ruins para a saúde das pessoas. A afirmação é tão frívola quanto óbvia, mas mesmo assim os profissionais de saúde têm sido lentos em reconhecer que os efeitos das armas constituem, em si, um problema sanitário. Esses efeitos são tão sérios que podemos afirmar que eles constituem um problema de saúde mundial, em si. Normalmente, os funcionários do setor de saúde estão ocupados em tratar dos feridos e em documentar e estudar os efeitos das armas de pequeno porte. Os morteiros e a artilharia ocupam um espaço secundário na atenção desses profissionais e seus efeitos são difíceis de serem tratados, em virtude das próprias condições que eles criam. Além disso, as armas provocam efeitos indiretos na saúde, que são ainda mais difíceis de serem documentados.


Ao aplicar os princípios da medicina preventiva, os profissionais de saúde podem ampliar suas responsabilidades para além do tratamento de um único indivíduo ferido, e enfrentar o problema de maneira global. Portanto, a primeira medida responsável é reunir e publicar informações confiáveis sobre os efeitos dos armamentos na saúde tanto de indivíduos como de populações inteiras. Isto proporciona uma base comum de entendimento para outras pessoas preocupadas com o problema das armas; a responsabilidade dos profissionais de saúde é dar orientação a este conjunto. Em poucas palavras, as medidas tomadas para reduzir os danos humanos provocados pelos armamentos no passado, no presente e no futuro, fracassarão se os prejuízos causados ao homem não forem compreendidos.

Este enfoque é útil porque fornece uma estrutura por meio da qual a política governamental ou o Direito Internacional podem ser influenciados, como resultado das informações transmitidas de forma obrigatória. Todos os tratados internacionais que proíbem ou limitam o uso de determinadas armas têm, como base, preocupações com a saúde. Esta seção do site é dedicada à documentação e divulgação dos efeitos das armas a partir da perspectiva da saúde.

Exemplos

Provavelmente, o exemplo mais conhecido de documentação dos efeitos de um armamento seja o trabalho desenvolvido para sublinhar os efeitos das minas terrestres antipessoais. O impacto deste armamento nos indivíduos e nas sociedades foi transmitido para a opinião pública mundial por meio de uma cuidadosa análise das estatísticas, baseadas, em grande parte, nos dados fornecidos por hospitais.

Outro exemplo é a mais recente documentação do uso inadequado de pequenas armas e armamentos leves em cenários com altos índices deste tipo de armamento. A proliferação e o mau uso dessas armas faz crescer a preocupação de que elas possam causar um desenvolvimento tardio, além da instabilidade regional e conflitos prolongados. Outro exemplo ainda é o Projeto SirUS, que trata do uso de informações para servir de apoio à interpretação legal de um conceito encontrado no Direito Internacional Humanitário, referente a armamentos: o de que alguns armamentos provocam “ferimentos superficiais ou sofrimento desnecessário”.









Ref. Blesse -D4/2
Todos esses esforços requerem uma cuidadosa coleta, análise e interpretação de dados. Desde que essas atividades sejam levadas adiante de forma objetiva e confiável, as informações podem ser úteis e obrigatórias.


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14-04-2004